Lucro da WEG pode avançar mais R$ 450 milhões em cinco anos, diz Itaú BBA

Banco vê potencial de alta de 40% nas ações WEGE3 no horizonte de um ano

Empresas citadas na reportagem:

Mais do que motores industriais de nova geração, a WEG (WEGE3) tem fabricado ótimos resultados na bolsa brasileira. Nos últimos cinco anos, as ações da WEG saltaram quase 170%. E tem espaço para mais, afirmam os analistas do Itaú BBA, dado o potencial de crescimento da empresa no mercado nacional e internacional de sistemas de armazenamento de energia em baterias, BESS na sigla em inglês.

Este mercado é formado por empresas que desenvolvem baterias e sistemas (de gestão de energia, transformadores e inversores) para armazenamento e conversão de energia solar e eólica. O banco avalia, a partir de dados da Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia, que o mercado brasileiro irá demandar 8 GWh em capacidade adicional até 2030.

“O mercado brasileiro de sistemas de armazenamento de baterias está pronto para um crescimento robusto, impulsionado pela crescente penetração de energia renovável e por demandas relacionadas a requisitos de estabilidade da rede e otimização de energia industrial”, dizem os analistas do BBA.

Em números, isso significa um mercado potencial no Brasil de R$ 3,5 bilhões. Na avaliação dos analistas do BBA, a WEG está posicionada para assumir a liderança do mercado BESS no Brasil, com 40% de market share. Essa fatia corresponde a uma receita adicional para a WEG de R$ 300 milhões.

Adicionalmente, o banco antevê investimentos globais de US$ 100 bilhões neste mesmo mercado até 2030. Assumindo que a WEG conquiste 1% deste filão, afirmam os analistas dos Itaú BBA, a empresa capturaria receita líquida adicional de aproximadamente R$ 150 milhões nos próximos cinco anos.

Hoje, o mercado internacional representa 30% das vendas da WEG.

Por isso, o banco vê potencial de alta de 40% nas ações da WEG (WEGE3) num horizonte de 52 semanas. Assim, os papéis podem chegar a R$ 67.

Aumento da demanda por BESS no Brasil

A busca por mais fontes de energia limpa têm incrementado o mercado de BESS no Brasil. Especialmente quando o assunto é energia solar. Nesse sentido, como líder de mercado, a WEG se torna cada vez mais importante para garantir a estabilidade da rede durante flutuações na geração.

O Ministério de Minas e Energia pretende realizar no segundo semestre deste ano o primeiro leilão de baterias de armazenamento de eletricidade. De acordo com o secretário nacional de Transição Energética e Planejamento da pasta, Thiago Barral, o processo está na fase final de ajustes.

Evidentemente, a WEG não está sozinha nessa concorrência. E tem rivais que podem abocanhar fatias consideráveis dos bilhões que estão na mesa. As principais candidatas são Fluence, Sungrow e Wärtsilä.

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