Reação a falas de Haddad e receio com tarifas de Trump derrubam Ibovespa, que cai 0,77%; dólar sobe 0,61% e fecha em R$ 5,75

Bolsa de valores hoje: veja como se comportaram o Ibovespa e o dólar nesta segunda-feira (24) e o que movimentou os ativos

Powered by TradingView

Depois de anotar uma queda tímida ao longo da manhã, o Ibovespa intensificou as perdas durante a tarde em meio ao recuo das ações da Petrobras e da Vale.

O dia foi de realização na bolsa, depois de uma subida de mais de 2,60% na semana passada.

Temores em torno das tarifas que podem ser anunciadas pelo presidente americano, Donald Trump, nos próximos dias, voltaram a elevar a cautela de investidores.

O índice fechou em queda de 0,77%, aos 131.321 pontos, oscilando entre os 130.992 pontos e os 132.424 pontos.

Ibovespa hoje

A sessão começou com turbulência. Falas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante o evento Rumos, promovido pelo Valor, chegaram a intensificar a piora dos ativos domésticos, ao citar que mudanças no arcabouço podem ser feitas para aprimorá-lo.

Minutos depois, um tuite feito pelo próprio chefe da equipe econômica ajudou a aliviar os mercados.

Entre as blue chips, o dia foi de perdas para os papéis da Petrobras. As PN da petroleira recuaram 0,14% e as ON contraíram 0,25%. Hoje, analistas do UBS BB cortaram o preço-alvo dos recibos de ações (ADRs) negociados em NY, de US$ 18,10 para US$ 16,30, reiterando a recomendação de compra dos papéis.

Da mesma forma, as ações da Vale cederam 0,52%. Segundo o jornal O Globo, voltou a aumentar a pressão do governo federal para que a Vale compre a Bamin.

O volume financeiro negociado no índice foi de R$ 13,8 bilhões e de R$ 18,4 bilhões na B3.

Dólar hoje

Powered by TradingView

O dólar à vista encerrou a sessão desta segunda-feira em alta contra o real, em um dia em que a moeda americana exibiu valorização na maioria dos mercados mais líquidos acompanhados pelo Valor.

A variação no Brasil foi um pouco mais forte do que nos pares (com o desempenho do real entre os piores do dia), o que pode refletir algum mau humor do investidor com a questão fiscal, em um dia marcado por declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Encerradas as negociações, o dólar à vista registrou alta de 0,61%, cotado a R$ 5,7517, depois de ter tocado a mínima de R$ 5,7028 e encostado na máxima de R$ 5,7722.

Já o euro comercial exibiu apreciação de 0,48%, cotado a R$ 6,2128.

O real apresentava o terceiro pior desempenho do dia, perto do fechamento, melhor apenas do que o lene japonês e o florim da Hungria.

Já o índice DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas de mercados desenvolvidos, avançava 0,20%, aos 104,290 pontos.

Bolsas de Nova York

Powered by TradingView

Os principais índices acionários de Nova York fecharam esta segunda-feira (24) em alta firme, Impulsionados pela perspectiva de que as tarifas que serão aplicadas pelos Estados Unidos no dia 2 de abril, chamado pelo presidente Donald Trump de ‘Liberation Day’, serão mais brandas do que as medidas anunciadas anteriormente.

Além disso, dados indicando resiliência na economia americana também impulsionam o desempenho das bolsas.

No fechamento, o índice Dow Jones subia 1,42%, aos 42.583,32 pontos, enquanto o S&P 500 avançava 1,76%, aos 5.767,57 pontos, e o Nasdaq tinha valorização de 2,27%, aos 18.188,59 pontos.

Entre os setores, o destaque positivo vão para os ativos de consumo discricionário (4,07%), com as ações da Amazon subindo 3,59%.

Assessores e aliados de Donald Trump disseram que as taxas a serem anunciadas devem ser mais direcionadas de que a série de taxas que ele tem ameaçado.

Segundes relatos da mídia, as novas tarifas podem excluir alguns países e serem mais restritas em escopo.

para além das noticias de politico comercial dos EUA, o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto do país, que reúne dados do setor industrial e de serviços, subiu de 51,6 em fevereiro para 53,5 em março, mostrando sinais de resiliência em uma economia na qual se chegou a cogitar um movimento de recessão.

Ainda assim, para Chris Beauchamp, analista chefe de mercado do 3G, o movimento de alta visto pode se estender apenas no curto prazo. Segundo ele, as condições atuais nas bolsas se alinham com a sazonalidade histórica do marcado em baixa.

“Os padrões sazonais indicam que qualquer recuperação de curto prazo pode ser passageira em vez de sustentável”, disse.

“O quadro técnico do 581 500 mostra uma fraqueza clara, com o índice sendo negociado abaixo de sua média móvel de 200 dias – uma linha divisória tradicional entre mercados de alta e baixa.

Mais preocupante é que mais de 50% dos constituintes do índice também estão sendo negociados abaixo de suas respectivas médias móveis de 200 dias”, disse

Bolsas da Europa

Os principais índices de ações da Europa fecharam em leve queda nesta segunda-feira (24), revertendo a alta vista mais cedo.

No fechamento, o índice Stoxx 600 recuou 0,13%, aos 548,93 pontos, o FTSE 100, da Bolsa de Londres, cedeu 0,10%, aos 8.638,01 pontos, o DAX, de Frankfurt, caiu 0,17%, aos 22.852,66 pontos, e o CAC 40, de Paris, perdeu 0,26%, aos 8.022,33 pontos.

O mercado ganhou fôlego com a perspectiva de que as tarifas recíprocas que serão anunciadas pelos Estados Unidos no dia 2 de abril não devem ser tão agressivas, segundo notícia do “Wall Street Journal”.

Mas, apesar disso, investidores permanecem cautelosos diante da incerteza em torno da política comercial americana.

Com informações do Valor Econômico

Leia a seguir

Pular para a barra de ferramentas